Duas ninfas e um fauno entre as dunas

Faz um dia tropical e agradável. Antes, eu havia caminhado por uma hora à beira de uma praia deserta e ensolarada, sem avistar viva alma por todo esse tempo. Dei-me um descanso, aproveitei para desenhar um rosto na areia. Levou um tempo ínfimo e uma onda veio dissipar meu único companheiro de viagem. Agora, retomo meu passeio sem destino certo até me deparar com pegadas na areia. Partem do mar e sobem em direção às dunas. Cansado de andar e ao mesmo tempo curioso, persigo aqueles índices efêmeros de outras almas errantes. Quando chego ao alto da duna vislumbro, não muito distantes, duas mulheres deitadas nuas sob o sol da tarde. Usam apenas chapéus de palha engraçados e óculos escuros.

Sento no alto da duna, de frente para o mar, mas com elas no meu campo de visão. Percebo quando uma fala com a outra que responde mais alto. Deixe que olhe. Diz isso e se vira de costas. A primeira ensaia levantar e vestir o maiô que está ao lado, mas fica lá deitada de bruços com a bunda para cima. Aparentemente sem sentir vergonha, totalmente calma. Sua amiga está ao lado com seus seios e coxas grandes. Finjo estar ocupado, mexendo na minha mochila. De repente, a moça de coxas grandes me diz:

Sem titubear caminho até as duas. Precisa tomar um banho de mar forasteiro? Está suado, ofegante. Quero. Vocês me acompanham? As duas se olham, riem e se erguem.  Terá de tirar tua sunga para nos acompanhar. Não faço objeções. Nos aventuramos mar adentro. A água está fria e espumante, mesmo assim a eletricidade faz convergir olhares, sorrisos  e gestos leves de aproximação entre a rebentação das ondas. Só há o sol, o vento, as águas e nossa nudez imaculada.  Beleza em cores e texturas eróticas, um ir e vir sem fim do Atlântico.  Depois de voltarmos do mar e nos deitarmos em silêncio ao sol por longos minutos, saboreamos morangos silvestres que uma das ninfas trazia em sua mochila.

Enquanto provo os pseudofrutos picantes e inebriantes, noto que a moça de coxas grandes esfrega a mão furtivamente  em sua virilha. Suspeito maliciosamente que é para conter a umidade do seu sexo. Ela passa a se secar com a ponta da toalha. Seu rosto está vermelho e inchado. Está se demorando assim, parece gostar da fricção do tecido. Sua amiga de tranças se ergue e diz: Deixa isso comigo. E passa ela mesma a dedilhar os lábios molhados da outra. Fico fascinado com a desenvoltura delas. Sem pudor algum em serem observadas, elas beijam-se e triscam suas coxas. A moça de tranças roça a coxa nos lábios vaginais da amiga. Esta pega na bunda da primeira e a arranha com suas unhas vermelhas. Suas línguas duelam em eufonia com o dedilhar das bocetas. Meu sexo fica muito rijo e pulsante e me aproximo.

Beijamo-nos a três e nos acariciamos. Indóceis prazeres. Nossa pele triscando, o vento batendo, o sol morno nos aquecendo aos poucos. A moça que estava desde antes se acariciando agora está deitada de costas se abrindo toda, afastando as pernas e nos oferecendo seus lábios carnudos. A guria de tranças e eu descemos nossas bocas até o grelo dela e  brincamos  entre línguas e lábios. Ela tem muito mel. Esse se mistura com nossa saliva e nós saboreamos o gosto de boceta misturado à água salgada quando nos beijamos. Passamos longo tempo sugando o sumo daquela ninfa úmida e compartilhando-o entre nossas línguas. Isso até ela gozar sobre nossos semblantes lascivos,  fascinados pela sua languidez erótica.

Agora é sua vez, me diz a guria de tranças entre um beijo e outro. Fico em pé, com meu sexo rijo à altura do rosto dela. Ai, que grande… enorme! exclama. Não demora muito e sinto seus lábios tangendo minha glande rosada. Sua amiga já refeita da gozada se junta à brincadeira. As duas se revessam nas sugadas. Trocam sorrisos e beijos. Exploram toda minha virilha. A moça de tranças me abre e me lambe por trás enquanto a amiga engole todo meu sexo num misto de luxúria e de gula. Vamos ao vértice das trocas de lambidas, beijos e carícias. Nossos corpos se entremisturam sob o inclemente olho do sol. Desfruto algo que nunca sentira na vida. Uma sensação de sinestesia toma conta de mim. Sinto o sabor dos fluídos delas com as pontas de meus dedos, provo as texturas de suas carnes com meus olhos, a fragrância frutada de seus sussurros com meu olfato, o calor dos seus corpos com minha língua.

O tempo se dilata e se contrai ao som do mar em agitação. Então me vejo deitado de lado encoxando a garota de grandes coxas também deitada de lado, mas com sua bunda musculosa empinada. Eu roço meu sexo nela com volúpia crescente enquanto as duas brincam com os seios uma da outra. Em seguida, a penetro fundo e me delicio vendo elas entre beijos dedilharem suas bocetas de ninfas. Ficamos assim entre movimentos bruscos de desejo e a languidez tropical… Sinestesia. Meu esperma jorrando dentro dela. Não quer vir comigo? Agora estou deitado entre elas, e ficamos perdidos numa selvageria baiana de gozo. E todas as ninfas são loucas. Todas as ninfas e faunos gozam ou levam ao gozo. Línguas, dedos e coxas sem nome se entretém.  Nossa transa insana traz a chuva de verão.