Você veio passar uns dias aos meus cuidados. Como seu anfitrião, tratei de fazer todas suas vontades e de dar conta de seus caprichos. Guardei sua mala no quarto escritório e mostrei-lhe os três andares de minha casa. Dei-lhe de beber e de comer. Abri um vinho Saint-Amour para nós. Pus Cage The Elephant para tocar no Spotify e fomos para a varanda, observar o mar de Ilhéus no horizonte. Você usava um vestido florido azul que deixava ver suas costas e ia até a altura dos joelhos. Cabelos compridos e negros, um jeito tímido e cândido. Parecia ansiosa para começar a brincadeira. Depois de servir mais duas taças para nós, levei-a de volta ao quarto, no andar de baixo. Abri a caixinha branca e peguei os apetrechos. Distribuí vários deles sobre o lençol vermelho da cama. Você parecia muito encabulada com aquilo.
Como um bom anfitrião, fiz suas vontades. Cobri seus olhos com a venda de renda preta. Você ficara arfante. Não sabia o que fazer com suas mãos. Gentilmente, ergui seus braços e a algemei. Em seguida, prendi as algemas no gancho da coluna na parede. Estava como desejava estar, imóvel e às cegas. Para aumentar ainda mais a entrega, peguei outro brinquedo em cima da cama e a amordacei. Estava cega, imóvel e emudecida. Quase toda entregue. Só faltava uma coisa: despi-la. Dito e feito. Desci o zíper de seu vestido e deixei-o cair aos seus pés. There ain’t no rest for the wicked/Money don’t grow on trees/I got bills to pay/I got mouths to feed/There ain’t nothing in this world for free/I know I can’t slow down/I can’t hold back/Though you know, I wish I could/ No there ain’t no rest for the wicked/ Until we close our eyes for good.
Agora, estava apenas de calcinha de renda preta. Antes de tirá-la, deixei minha mão percorrer suas curvas, sentir suas carnes, e passei a observar suas reações ao meu toque exploratório. Então baixei sua calcinha revelando toda sua bunda. Grande, redonda, apetitosa. Dava pra ver que essa exposição, essa entrega, a deixara com o tesão aflorando à pele. Os mamilos eriçados roçando a coluna da parede. Apalpei com voracidade aquela sua bunda, senti cada centímetro dela com a ponta dos meus dedos. Você arqueava as costas enquanto eu a explorava. Arrebitava bem as ancas para melhor sentir minhas carícias. Para ser justo contigo, me despi também e fui pegar outro utensílio. Chegara a hora tão aguardada. Antes de começar, observei-a por alguns minutos. Seu corpo sinuoso se movendo na tensão elétrica de expectativas do que viria.
Deixei-a em suspense por um tempo ainda, para levar seu desejo ao ápice. Por fim, movi o braço com força e rapidez. A chibata acertou a polpa esquerda de sua bunda. O estalo foi alto e agudo. Você se retesou toda. Ficou na ponta dos pés. Soltou um gemido. Não perdi mais tempo. Surrei-a na bunda intensamente. Dez, vinte, trinta vezes. Polpas vermelhas. Voltei a acariciá-las. Deviam estar ardidas. Deslizei meus dedos para o meio de sua bunda e fui fundo até sentir seus lábios. Sua boceta estava toda molhada. Senti o gosto dela chupando meus dedos. E aproveitei para passar a cabeça de meu sexo rijo naqueles lábios cheios de mel e de tesão. Quase a penetrei… mas parei ao lembrar que ainda havia outro brinquedo esperando lá no refrigerador. Galguei as escadas para buscá-lo. Ao som de Renato Godá, desço de volta trazendo comigo o brinquedo gelado. Você estava lá ainda. Cega, muda, imóvel, nua. Não resisti ao convite dessa cena de nudez indefesa e a encoxei forte. Em seguida, me agachei e abri sua bunda. Molhei o objeto metálico e gelado nos seus lábios encharcados e comecei lentamente a introduzi-lo no seu orifício anal. Você se contorcia toda ao sentir o plug em forma de cone entrar todo em seu ânus.

Depois de executar essa façanha, dei alguns passos atrás e fiquei a apreciar a cena deliciosa. Sentia meu membro muito rijo, quase a gozar tamanha era a excitação. Ainda queria brincar um bocado mais. Soltei as algemas. Deitei-a no chão e disse para engatinhar às cegas pelo quarto. Você me obedeceu. Era hipnotizante vê-la rebolar pelo quarto. Toda exposta, toda aberta. Sou um pervertido/Livre leve e solto/Um vagabundo astuto/Um vira-lata escroto/Mas você pode se divertir. Então a levei para a cama ainda vendada e amordaçada. Algemei-a agora com os braços para frente, de modo que você mal pode se ajeitar quando a pus de quatro. Linda cena. Altamente elétrica e obscenamente carnal. Retomei as chibatadas na sua bunda. Para cada golpe forte eu intercalava um tempo de imobilidade. Para ver seu corpo reagir à surra.
Estava claro que você gostava, pois arrebitava cada vez mais suas ancas. Abria-se mais, deixando bem visível o plug em seu rabinho. Passei a brincar com os dedos e a língua em seus lábios e orifícios. Ela pensava de novo é amor/Às cinco da tarde no Cafe de Flore/ As voltas com o inverno e com seu cachecol/Relia passagens de Michel Foucault/Ele pensava de novo é amor/Num quarto alugado colado ao metrô/Às onze da noite revia Truffaut/Beijos Roubados, fazia calor. Tirei o plug já quente e beijei seu ânus com volúpia. Depois de surrá-la sem dó, nem pena minha vontade em possuí-la crescera aos píncaros. Subi na cama e sem demora a penetrei forte, muito fundo. Empurrei sua cabeça contra o colchão enquanto meu sexo afundava em suas ancas. Meti muito durante longos minutos até ser tomado por um gozo entrópico e leitoso. Caí por cima do seu corpo gozado. Era noite alta e todos os caprichos haviam sido gentilmente realizados para agradar minha visita. Dormimos como anjos que desconhecem o que é culpa.
