A noite em que ela me devorou o corpo e a alma.

O grande segredo é quando já não se tem mais nada a esconder.

Deleuze

Ela chegou justo quando os últimos raios de sol partiam no horizonte. Vestia um traje florido, leve e solto, calçava tênis brancos, de solado baixo. Sua silhueta, de curvas suaves e decididas, lembrava a fluidez de uma onda prestes a quebrar — firme, mas cheia de movimento. Os quadris, amplos e serenos, sustentavam a dança silenciosa de sua forma, em contraste com os ângulos retos de minhas estantes de livros. Ficamos calados por um instante, apenas nos fitando na penumbra da sala. A distância dissolveu-se em dois sorrisos cúmplices e maliciosos. Nos beijamos em um abraço longo e terno. Levei-a para cima. Ela se deteve na luneta entre os meus vasos de cactos San Pedro na sacada, o olhar perdido na iridescência crepuscular, como quem mede o abismo. A vista dava para o rio Cachoeira, com barcos aportados na margem oposta.

Essa cena, disse ela, a fizera lembrar O Demônio da Vertigem e como a história do penetra, deslizante em uma cadeia de sentidos, a deixara molhada. Aproveitei a deixa: minhas mãos encontraram sua bunda redonda e dura, apertando com uma força que era uma pergunta e uma resposta. Ela permitiu; virou-se para a rua enquanto eu lhe subia lentamente o vestido, até encontrar sua pele nua. Meus dedos dançavam; nossas respirações aceleravam em um crescente. Penetrei o espaço entre suas ancas douradas pelo sol; ávido, sedento. De repente, ela se afastou e sussurrou que, desta vez, tomaria minha alma — não apenas o corpo, como antes. Era a dona da situação. Tinha razão: um frio na barriga  me acompanhara desde sua chegada. Raras vezes eu cruzara esse limiar onde o controle se dissolve no desejo do outro. Quase nunca! Mas ali, vulnerável e fascinado pelo abismo espelhado em seus olhos, aceitava a aposta arriscada que ela exigia havia tempos: queria-me nu, algemado, exposto a prazeres ainda inconfessos. Já lhe dera o coração; faltava o resto.

Um arrepio cortou minha espinha enquanto me despia e me deixava algemar de bruços e de braços erguidos. Conheça as cordas… Seguiu-se um suspense longo, até que ela se deitou sobre mim, inteiramente nua. Seus mamilos eriçados roçavam minhas costas; os lábios de sua buceta escorregavam melados pelas minhas coxas. Ah, suas unhas… riscando meus ombros. Um beijo aveludado na nuca. Quanta suavidade, quanta malícia contida aflora dessa boca de lábios cheios. Língua quente e molhada em volúpia. Deslizou com a saliva e as unhas pelas minhas costas. Ao chegar à minha bunda, cravou-as fundo na carne. Nunca estivera tão entregue. Lambeu-me com voracidade, abriu-me sem hesitar e esfregou a ponta da língua no meu cu. Anilingus. Algo certa vez confessado e logo apagado. Carícia quente, molhada, indecentemente gostosa. Ela siriricava o grelo enquanto brincava incansável com sua língua. Sinestesias gregas…

Depois, virou-me de frente, ainda algemado. Esfregou seus lábios e seu clitóris no meu peito, subindo lentamente até sentar-se em meu rosto. O mel de sua buceta obliterava minha visão — um véu âmbar e salgado. Ser engolido assim era uma montanha-russa de afecções. Ela abria-se como uma tangerina partida, expondo a polpa mais suculenta ao meu paladar. Seus gostos me impregnaram. Que noite lisérgica era essa? O tempo se dilatava em espiral, mil e uma noites condensadas em deleites sensoriais. O sabor da vida não sentem senão os loucos.

— Eu seria o mesmo amanhã?

Ela desceu do meu rosto e foi montar a minha pica, uma Lilith loira que adora estar por cima. Não reclamei. Era gostoso demais ver, no vai e vem dos seus quadris, meu sexo aparecer e desaparecer na fenda entre seus lábios tesudos enquanto observava suas expressões de prazer. Seria ela o meu súcubo?

Não me aguentei, murmurei:
— Amor…
Ela acelerou a cavalgada, o rosto voltado para o teto. Sentia a fricção cada vez mais ardente de meu pau dentro dela; estava tão molhada e vibrante. Selvagem e livre, uma deusa pagã. Subitamente, refreou seu vai e vem e jogou com força seu quadril contra a minha virilha, para me ter inteiro dentro de si. Então cravou as unhas em meu peito. Gritei de dor! E, nesse instante, ela gemeu e gozou longamente… Não me espanto de amar-te; me espanto, isto sim, de ainda reconhecer o meu corpo, depois de você. Minutos depois, já deitada ao meu lado, soltou minhas algemas. Lá fora, uma chuva torrencial irrompeu; e eu, um Rocky Balboa redivivo, agarrei seu quadril e a coloquei de joelhos, cabelos esparramados no travesseiro. Que tesão vê-la assim: em arco de lua sobre a cama, curvada num suspiro só — a sua beleza mais obscena entregue ao meu olhar como uma oferenda sem altar. Ela percebeu a minha luxúria contemplativa e, em um gesto rápido e felino, abriu suas deliciosas ancas com as mãos para me incitar ainda mais… Ah, aquela bunda que sempre provocava minha imaginação mais maliciosa.

Não tive dúvidas. Penetrei-a por trás, impetuoso. Puxei-lhe os longos cabelos enquanto ia fundo, mais fundo dentro da mulher que me trespassara o coração. Ela sussurrou algo. Era bom ter o domínio, mesmo que breve. À força das minhas investidas, ela se deixou cair de bruços. Seus dedos encontraram meu orifício: a cada investida minha, uma resposta dela. Dor e lascívia entrelaçavam-se em sincronia. O suor lustrava nossos corpos em frenesi. E ela, envolta naquele brilho, ficava ainda mais eletrizante — suas curvas escorregadias, a pele lustrosa, eram uma escultura viva moldada em desejo e loucura. Gozei quase sem fôlego, vertendo meu leite no rabo dela  — um jato bruto! Ela rebolou gostoso, e seu músculo se contraiu em espasmos antes de relaxar. Fizemos mais coisas. Minha língua roçando seu grelo, meu indicador no seu cuzinho; sua boca na minha glande rosada, um voraz canibalismo de fluidos. Você quer mais uma vez e por incontáveis vezes? Sim! Coisas inconfessáveis!

Foi aí que perdi os sentidos. Dormir pro dia nascer feliz.

Essa noite você teve medo de mim! — ouvi, já no limiar do sono.

Em sonhos estranhos, os fantasmas dos três Natais me visitaram. Entretanto, foi o espectro do passado, com seu corpo translúcido, esguio e delicado, com sua cabeça que irradiava luz que me advertiu:
— Teu medo da morte só te fez mais solitário.
Acordei — ou ainda dentro de outro sonho? — em um acampamento à beira-mar. Enter the hot dream. Come with us. Ela repousava num saco de dormir. Awake. Shake dreams from your hair.
— É dia de São Valentim e você me acompanha até nos sonhos — disse eu.
Ela me olhou:
— Eu te amo.
No horizonte uma tormenta gigantesca se aproximava. Ao fundo desta, monstruosos seres polvo, com uma miríade de tentáculos, de corpos borrachudos e escamosos se ergueram das águas profundas do oceano. Cthuluceno? O horror da emergência climática. Nos demos as mãos e corremos pela orla. Só quem tece fortes vínculos terá algum futuro. A vast radiant beach and cooled jeweled moon. Couples naked race down by it’s quiet side. O tempo urge. I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me.

O horror! O horror!

Acordei bruscamente, assustado. A luz do sol já invadira o quarto; demorei a entender onde estava — ou quando. Ao fundo, o som da água do chuveiro: era ela. Minha pele ardia. A dor descia do peito às costas, até a bunda. Então a lembrança da entrega radical na noite e madrugada sacudiu minha consciência recém-desperta. De repente, levantei e me vi no espelho. Outro susto: meu corpo nu, a pele sulcada no peito, nas costas, descendo…  Cada marca, um hieróglifo de prazer e dor, ardia com uma intensidade febril. O rosto melado, um brilho no olhar para lá de infamiliar. Caí desfalecido na cama — sem forças, sem equilíbrio. Lembrei que meu sêmen se esgotara durante a madrugada, mas o sexo permanecera incólume, ainda tomado pelo tesão voraz e intermitente. O som do chuveiro cessou. Passos descalços aproximavam-se. Meu coração disparou como o de um jovem apaixonado.

Duas ninfas e um fauno entre as dunas

Faz um dia tropical e agradável. Antes, eu havia caminhado por uma hora à beira de uma praia deserta e ensolarada, sem avistar viva alma por todo esse tempo. Dei-me um descanso, aproveitei para desenhar um rosto na areia. Levou um tempo ínfimo e uma onda veio dissipar meu único companheiro de viagem. Agora, retomo meu passeio sem destino certo até me deparar com pegadas na areia. Partem do mar e sobem em direção às dunas. Cansado de andar e ao mesmo tempo curioso, persigo aqueles índices efêmeros de outras almas errantes. Quando chego ao alto da duna vislumbro, não muito distantes, duas mulheres deitadas nuas sob o sol da tarde. Usam apenas chapéus de palha engraçados e óculos escuros.

Sento no alto da duna, de frente para o mar, mas com elas no meu campo de visão. Percebo quando uma fala com a outra que responde mais alto. Deixe que olhe. Diz isso e se vira de costas. A primeira ensaia levantar e vestir o maiô que está ao lado, mas fica lá deitada de bruços com a bunda para cima. Aparentemente sem sentir vergonha, totalmente calma. Sua amiga está ao lado com seus seios e coxas grandes. Finjo estar ocupado, mexendo na minha mochila. De repente, a moça de coxas grandes me diz:

Sem titubear caminho até as duas. Precisa tomar um banho de mar forasteiro? Está suado, ofegante. Quero. Vocês me acompanham? As duas se olham, riem e se erguem.  Terá de tirar tua sunga para nos acompanhar. Não faço objeções. Nos aventuramos mar adentro. A água está fria e espumante, mesmo assim a eletricidade faz convergir olhares, sorrisos  e gestos leves de aproximação entre a rebentação das ondas. Só há o sol, o vento, as águas e nossa nudez imaculada.  Beleza em cores e texturas eróticas, um ir e vir sem fim do Atlântico.  Depois de voltarmos do mar e nos deitarmos em silêncio ao sol por longos minutos, saboreamos morangos silvestres que uma das ninfas trazia em sua mochila.

Enquanto provo os pseudofrutos picantes e inebriantes, noto que a moça de coxas grandes esfrega a mão furtivamente  em sua virilha. Suspeito maliciosamente que é para conter a umidade do seu sexo. Ela passa a se secar com a ponta da toalha. Seu rosto está vermelho e inchado. Está se demorando assim, parece gostar da fricção do tecido. Sua amiga de tranças se ergue e diz: Deixa isso comigo. E passa ela mesma a dedilhar os lábios molhados da outra. Fico fascinado com a desenvoltura delas. Sem pudor algum em serem observadas, elas beijam-se e triscam suas coxas. A moça de tranças roça a coxa nos lábios vaginais da amiga. Esta pega na bunda da primeira e a arranha com suas unhas vermelhas. Suas línguas duelam em eufonia com o dedilhar das bocetas. Meu sexo fica muito rijo e pulsante e me aproximo.

Beijamo-nos a três e nos acariciamos. Indócis prazeres. Nossa pele triscando, o vento batendo, o sol morno nos aquecendo aos poucos. A moça que estava desde antes se acariciando agora está deitada de costas se abrindo toda, afastando as pernas e nos oferecendo seus lábios carnudos. A guria de tranças e eu descemos nossas bocas até o grelo dela e  brincamos  entre línguas e lábios. Ela tem muito mel. Esse se mistura com nossa saliva e nós saboreamos o gosto de boceta misturado à água salgada quando nos beijamos. Passamos longo tempo sugando o sumo daquela ninfa úmida e compartilhando-o entre nossas línguas. Isso até ela gozar sobre nossos semblantes lascivos,  fascinados pela sua languidez erótica.

Agora é sua vez, me diz a guria de tranças entre um beijo e outro. Fico em pé, com meu sexo rijo à altura do rosto dela. Ai, que grande, enorme! exclama. Não demora muito e sinto seus lábios tangendo minha glande rosada. Sua amiga já refeita da gozada se junta à brincadeira. As duas se revessam nas sugadas. Trocam sorrisos e beijos. Exploram toda minha virilha. A moça de tranças me beija e me  lambe por trás enquanto a amiga engole todo meu sexo num misto de luxúria e de gula. Vamos ao vértice das trocas de lambidas, beijos e carícias. Nossos corpos se entremisturam sob o inclemente olho do sol. Desfruto algo que nunca sentira na vida. Uma sensação de sinestesia toma conta de mim. Sinto o sabor dos fluídos delas com as pontas de meus dedos, provo as texturas de suas carnes com meus olhos, a fragrância frutada de seus sussurros com meu olfato, o calor dos seus corpos com minha língua.

O tempo se dilata e se contraí ao som do mar em agitação. Então me vejo deitado de lado encoxando a garota de grandes coxas também deitada de lado, mas com sua bunda musculosa empinada. Eu roço meu sexo nela com volúpia crescente enquanto a duas brincam com os seios uma da outra. Em seguida, a penetro fundo e me delicio vendo elas entre beijos dedilharem suas bocetas de ninfas. Ficamos assim entre movimentos bruscos de desejo e a languidez tropical… Sinestesia. Meu esperma jorrando dentro dela. Não quer vir comigo? Agora estou deitado entre elas, e ficamos perdidos numa selvageria baiana de gozo. E todas as ninfas são loucas. Todas as ninfas e faunos gozam ou levam ao gozo. Línguas, dedos e coxas sem nome se entretém.  Nossa transa insana traz a chuva de verão.

A leitora

Acho que começou quando deslizamos reciprocamente em um aplicativo de encontros, na conhecida rede geossocial. Não sei em que dia ou mês aconteceu, mas sei que você encontrou o endereço de meu blog de contos. E leu todos eles!? Sim, ao que parece, alguém ainda lê blogs. Soube depois, porque me você confidenciou, que seu primeiro gozo comigo foi durante a leitura de Uma Visita Caprichosa. Siriricando, sentada em uma cadeira de balanço na varanda de sua casa, saia erguida, calcinha posta de lado.

“Deixei-a em suspense por um tempo ainda, para levar seu desejo ao ápice. Por fim, movi o braço com força e rapidez. A chibata acertou a polpa esquerda de sua bunda. O estalo foi alto e agudo. Você se retesou toda. Ficou na ponta dos pés. Soltou um gemido. Não perdi mais tempo. Surrei-a na bunda intensamente.”

Foi brincando com seu grelo, enquanto lia e fruía o prazer deste trecho do texto, que o gozo veio em um rompante súbito crescente, fazendo-a erguer as pernas trêmulas, arquear as costas e morder forte teus lábios. No vai e vem da cadeira, teu gozo pendulou em sintonia, até o balançar amainar… lentamente.

Dias depois, você meu adicionou em outra rede social, a mais imagética delas. Quando a aceitei não tinha ideia de quem era. Não havia concatenado com o nosso deslizar recíproco no app, mas com o tempo, com sua presença frequente e tão curiosa, te incluí em meu círculo mais íntimo, aquele a quem confidencio minhas experiências, meus desejos e prazeres indecentes, minha luxúria anárquica, para além do bem e do mal. Esse erotismo do segredo, da cumplicidade confidencial te fez dar o próximo passo. Você puxou conversa comigo no mensageiro da rede. E conversamos por horas, noite adentro. Trocamos palavras, memórias, fantasias, nudes. Foi nessa hora que me contou do seu primeiro gozo comigo, ou antes, com minhas palavras… Te ouvi contar sobre tua primeira vez, ou melhor, sobre como se enganou durante muito tempo sobre ela. Mantivera a ilusão, o autoengano, de que a primeira experiência fora com seu namoradinho, em um sábado de aleluia. Só nos últimos tempos é que admitiu para si que bem antes dessa noite, aconteceu com seu colega de escola, atrás do muro, no fundo do quintal de casa, entre árvores e passarinhos. Foi um gostoso anal, você com as mãos no muro, bunda empinada, a adrenalina do momento, o receio de serem pegos em flagra. Admitir para si que essa foi tua primeira foda, muita mais erótica que a outra, te fez bem. Uma lembrança que te deixa molhada, você me disse. Trocamos mais nudes. Você mandou alguns da época de sua gravidez. Nua, gestante e libidinosa. Fiquei fascinado. Nesse fluxo de palavras, no erotismo de uma prosa desavergonhada, na profusão de trocas à longa distância… você me conta que gozou novamente.

A terceira em que estou envolvido. Perguntei intrigado: qual foi a segunda? Você disse que viu um nudes nos stories. Gozou ao ver minha bunda, siriricou se imaginando presente na cena, ambos despidos diante da janela, você me apalpando por trás. Fiquei surpreso e excitado, você então mandou outro nudes em retribuição. A madrugada já ia avançada, éramos da noite a companhia mais fiel ela queria.

No outro dia você me mandou, de surpresa, um vídeo, a mão de um entregador de aplicativo de serviços online te surrando na raba nua em close up e alta resolução... Fez pra mim, inspirada no meu conto. Transou com ele pensado em mim. Combinamos de nos encontrar. Você viria me visitar, em uma intertextualidade fantasiosa com teu conto preferido. Queria vir e exibir sua bunda em carne nua para eu surrá-la sem dó, nem pena, preparei meus brinquedos.

Você veio em uma noite de sábado, usando apenas um vestido sedoso, de cor violeta. Mamilos audaciosamente salientes, você se movia com uma desenvoltura felina, lembrando a desconhecida de O Demônio da Vertigem. Meus cães presos no fundo de casa, atiçados pelo seu cheiro, Patchouli?, arranhavam a porta, lá fora o céu relampeava e ronronava. Em pouco tempo você perambulava seminua pela casa com uma taça de vinho Valpolicella Ripasso na mão, saboreando makinomos de salmão, pinçando meus livros entre as estantes – Crepúsculo dos Ìdolos, O Oráculo da Noite, A casa dos Budas Ditosos, Filosofia na Alcova, Eros ex Machina – sem se preocupar com os transeuntes da avenida, visíveis da janela em frente. Ouvíamos Vívelo de Prietto no aplicativo de fluxo musical. No preguntes, vívelo. Você pegou um livro para folhear, O Erotismo de George Bataille, sentou na poltrona com ele no colo e a taça na mão. Os makinomos haviam terminado. “Tenho vontade de desgustar algo mais.” Eu estava em pé a seu lado, prestativo com sua visita. “Deixa ver…” Me puxou pela cintura, rebaixou a bermuda e a cueca, desnudando meu sexo crescente, pelo calor do gesto, e sorveu a glande. “Hmmm… rosé, roliço. Notas frutadas… amora, ameixa, cereja. Mas também pimenta. Bem concentrado, tem um poder de permanência no paladar. Combina muito com esse vinho italiano”. Provou um gole na taça e voltou a sorver meu sexo, agora engolindo mais dele. Depois guardou de volta na minha roupa. “Me dá muita vontade… mas vou deixar para me embriagar mais tarde… Do erotismo, é possível dizer que é a aprovação da vida até na morte.” recitou do livro aberto entre tuas coxas.

Por volta das nove horas, você sorveu as gotas restantes do nosso vinho, largou a taça na mesinha, desvencilhou-se do vestido e começou a subir as escadas… engatinhando, rebolando, felina e nua! Eu segui logo atrás hipnotizado por aquela cena obscena, despudorada, tua bunda na mais alta provocação, teus lábios pornograficamente expostos. Depois das escada você se esgueirou rápida pelo corredor, com eu em teu encalço, já desnudado e com o sexo em chamas, debruçou-se na janela empinando tua bunda e não te importando com o transeunte flagrando teus seios nus. Te abracei por trás, minha glande roçando nas polpas de tua bunda, beijei tua nuca. No spotify: Venta/Ali se vê/Aonde o arvoredo inventa um ballet/Enquanto invento aqui pra mim/Um silêncio sem fim/Deixando a rima assim/Sem mágoas, sem nada/Só uma janela em cruz/E uma paisagem tão comum/ Telhados de Paris/Em casas velhas, mudas. Nei Lisboa ecoando pela Avenida 2 de Julho de Ilhéus. E fui buscar meus brinquedos. Peguei a correntinha com três prendedores, dois para morder teus mamilos eriçados, outro para abocanhar teu grelo. Você se estremeceu toda com minhas mãos percorrendo teu corpo, com a tensão que as pressilhas provocaram, tua pele se arrepiou, era como por teu corpo em curto-circuito, correntes voltaicas de uma excitação nervosa. Teu grelo estava por demais eriçado, não foi dificíl prensá-lo com a pressilha. Era uma delícia de ver o retesamento de dor e de tesão tomando conta de ti, tua buceta carnuda muito aberta, os pelinhos ralos da virilha, o grelo ligado pelas correntinhas aos mamilos. Que cena mais sinestésica!Você voltou a se debruçar na janela enquanto eu buscava minha palmatória. Você ofereceu sua bunda para ser surrada.

E como era bom de bater nela, carnuda, musculosa. Que surra! Enquanto a palmatória de couro estalava em tua pele, notei o mel da buceta escorrer pela parte interna das coxas. Passei meus dedos nele e sorvi, para conhecer teu gosto. Mel encorpado, na boca mantém o frutado, longo, profundo, acidez média, final longo e complexo. Depois dedilhei os lábios inchados de tua xota, penetrei-a com dois dedos, estava encharcada de tesão. Aproveitei esse mel todo nas pontas dos dedos esfreguei-os em teu cuzinho, você estremeceu. Hora de a penetrar, meu sexo estava transmudado em rocha ígnea. Direcionei minha pica para a entrada de tua buceta, mas você a puxou, me olhou de soslaio e deslizou minha glande para teu rabinho. Queria ser sodomizada de primeira! Não tive dúvidas, a enrabei com muita gana, sentindo minha virilha pressionar contra as polpas de tua bunda enquanto meu sexo afundava todo dentro de ti. Fodemos muito assim, você debruçada na janela, balançando os seios para a avenida e o rio, eu te encochando safado, sentido o calor da fricção de minha pica em teu cuzinho.

“Aí, que coceirinha gostosa, me come, enche meu cu com teu leite, Mau”, você sussurrou. A cada palavra obscena, meu pau ficava mais rijo. Meu tesão mais insano. O suor tomou conta de nossos corpos na justa medida em que o tempo se dilatava ao sabor daquela foda furiosa. Você esfregava os dedos na xota, sem tirar o prendedor do seu grelo pulsante. Você arqueia as costas e estremece de prazer. “Ai, não para…. Não para, não… Fode minha bunda com essa tora, fode, fodee!” “Com muito prazer, cachorra. Aahh.. Que foda gostosa!” Metemos tão forte que quase que você despenca da janela quando o orgasmo tomou conta de teu corpo, em um frisson itinerante, da planta dos pés à nuca. Te puxei e te abracei forte por trás, nossos corpos comprimidos em êxtase. Gozei forte dentro de ti, sem nos mexermos, ambos grudados contra a parede na penumbra do corredor. Lá fora na avenida, uma viatura passou em alerta. Nossa noite mal começara…

PS. Minha cara leitora, quando terminava de relatar este conto, recebi uma mensagem estranha no meu blog. O mais bizarro era a data no final da mensagem: 27.07.2073!? Ah, em outro conto eu conto essa história.

Uma visita caprichosa

Você veio passar uns dias aos meus cuidados. Como seu anfitrião, tratei de fazer todas suas vontades e de dar conta de seus caprichos. Guardei sua mala no quarto escritório e mostrei-lhe os três andares de minha casa. Dei-lhe de beber e de comer. Abri um vinho Saint-Amour para nós. Pus Cage The Elephant para tocar no Spotify e fomos para a varanda, observar o mar de Ilhéus no horizonte. Você usava um vestido florido azul que deixava ver suas costas e ia até a altura dos joelhos. Cabelos compridos e negros, um jeito tímido e cândido. Parecia ansiosa para começar a brincadeira. Depois de servir mais duas taças para nós, levei-a de volta ao quarto, no andar de baixo. Abri a caixinha branca e peguei os apetrechos. Distribuí vários deles sobre o lençol vermelho da cama. Você parecia muito encabulada com aquilo.

Como um bom anfitrião, fiz suas vontades. Cobri seus olhos com a venda de renda preta. Você ficara arfante. Não sabia o que fazer com suas mãos. Gentilmente, ergui seus braços e a algemei.  Em seguida, prendi as algemas no gancho da coluna na parede. Estava como desejava estar, imóvel e às cegas. Para aumentar ainda mais a entrega, peguei outro brinquedo em cima da cama e a amordacei. Estava cega, imóvel e emudecida. Quase toda entregue. Só faltava uma coisa: despi-la. Dito e feito. Desci o zíper de seu vestido e deixei-o cair aos seus pés. There ain’t no rest for the wicked/Money don’t grow on trees/I got bills to pay/I got mouths to feed/There ain’t nothing in this world for free/I know I can’t slow down/I can’t hold back/Though you know, I wish I could/ No there ain’t no rest for the wicked/ Until we close our eyes for good.

Agora, estava apenas de calcinha de renda preta. Antes de tirá-la, deixei minha mão percorrer suas curvas, sentir suas carnes,  e passei a observar suas reações ao meu toque exploratório. Então baixei sua calcinha revelando toda sua bunda. Grande, redonda, apetitosa. Dava pra ver que essa exposição, essa entrega, a deixara com o tesão aflorando à pele. Os mamilos eriçados roçando a coluna da parede. Apalpei com voracidade aquela sua bunda, senti cada centímetro dela com a ponta dos meus dedos. Você arqueava as costas enquanto eu a explorava. Arrebitava bem as ancas para melhor sentir minhas carícias. Para ser justo contigo, me despi também e fui pegar outro utensílio. Chegara a hora tão aguardada. Antes de começar, observei-a  por alguns minutos. Seu corpo sinuoso se movendo na tensão elétrica de expectativas do que viria.

Deixei-a em suspense por um tempo ainda, para levar seu desejo ao ápice. Por fim, movi o braço com força e rapidez. A chibata acertou a polpa esquerda de sua bunda. O estalo foi alto e agudo. Você se retesou toda. Ficou na ponta dos pés. Soltou um gemido. Não perdi mais tempo. Surrei-a na bunda intensamente. Dez, vinte, trinta vezes. Polpas vermelhas. Voltei a acariciá-las. Deviam estar ardidas. Deslizei meus dedos para o meio de sua bunda e fui fundo até sentir seus lábios. Sua boceta estava toda molhada. Senti o gosto dela chupando meus dedos. E aproveitei para passar a cabeça de meu sexo rijo naqueles lábios cheios de mel e de tesão. Quase a penetrei… mas parei ao lembrar que ainda havia outro brinquedo esperando lá no refrigerador. Galguei as escadas para buscá-lo. Ao som de Renato Godá, desço de volta trazendo comigo o brinquedo gelado. Você estava lá ainda. Cega, muda, imóvel, nua. Não resisti ao convite dessa cena de nudez indefesa e a encoxei forte. Em seguida, me agachei e abri sua bunda. Molhei o objeto metálico e gelado nos seus lábios encharcados e comecei lentamente a introduzi-lo no seu orifício anal. Você se contorcia toda ao sentir o plug em forma de cone entrar todo em seu ânus.

Depois de executar essa façanha, dei alguns passos atrás e fiquei a apreciar a cena deliciosa. Sentia meu membro muito rijo, quase a gozar tamanha era a excitação. Ainda queria brincar um bocado mais. Soltei as algemas. Deitei-a no chão e disse para engatinhar às cegas pelo quarto. Você me obedeceu. Era hipnotizante vê-la rebolar pelo quarto. Toda exposta, toda aberta. Sou um pervertido/Livre leve e solto/Um vagabundo astuto/Um vira-lata escroto/Mas você pode se divertir. Então a levei para a cama ainda vendada e amordaçada. Algemei-a agora com os braços para frente, de modo que você mal pode se ajeitar quando a pus de quatro. Linda cena. Altamente elétrica e obscenamente carnal. Retomei as chibatadas na sua bunda.  Para cada golpe forte eu intercalava um tempo de imobilidade. Para ver seu corpo reagir à surra.

Estava claro que você gostava, pois arrebitava cada vez mais suas ancas. Abria-se mais, deixando bem visível o plug em seu rabinho. Passei a brincar com os dedos e a língua em seus lábios e orifícios. Ela pensava de novo é amor/Às cinco da tarde no Cafe de Flore/ As voltas com o inverno e com seu cachecol/Relia passagens de Michel Foucault/Ele pensava de novo é amor/Num quarto alugado colado ao metrô/Às onze da noite revia Truffaut/Beijos Roubados, fazia calor. Tirei o plug já quente e beijei seu ânus com volúpia. Depois de surrá-la sem dó, nem pena minha vontade em possuí-la crescera aos píncaros. Subi na cama e sem demora a penetrei forte, muito fundo. Empurrei sua cabeça contra o colchão enquanto meu sexo afundava em suas ancas. Meti muito durante longos minutos até ser tomado por um gozo entrópico e leitoso. Caí por cima do seu corpo gozado. Era noite alta e todos os caprichos haviam sido gentilmente realizados para agradar minha visita. Dormimos como anjos que desconhecem o que é culpa.

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Areias profanas

Depois de correr na orla da praia voltei para casa e fui direto tomar um banho no quintal para tirar toda a areia. Liguei a ducha e entrei nela só de sunga. Peguei um sabão na mureta e passei nos meus braços, peito e axilas. Comecei a esfregar minhas pernas e coxas quando notei que minha sunga estava cheia de areia, pois eu havia dado um mergulho antes de começar a corrida. Resolvi despir a sunga para tirar toda areia dela e de meu corpo. Fiz isso em um gesto rápido e voltei a me ensaboar. Enquanto tirava o excesso de sabão da minha virilha notei um vulto na janela mais próxima da vizinhança. Pela mecha de cabelos que consegui ver, percebi que era a minha vizinha, uma morena bela e voluptuosa que sempre cumprimento na rua. Fiz de conta que não a vi e continuei me banhando, sentindo a água fria percorrer meus músculos cansados do cooper. E, ato continuo, senti  que meu sexo começou entumecer com a ideia maliciosa de estar sendo espionado por aquela morena tão tesuda. Nesse ângulo, estava de costas para ela. Pensei: Se me virar agora, ela verá que estou excitado. Um sorriso safado marcou meus lábios.

Meu sexo está rijo, glande rosada para vermelha. Respiro fundo e me viro. Não olho para ela ainda. Fecho os olhos lavo meus cabelos. Depois de um tempinho,  fito a janela. Ela está lá. Debruçada na janela na pose de uma namoradeira, sem se esconder mais. Quando nossos olhares se encontram ela desvia e fita o horizonte. Usa uma camisola azul, com um decote generoso. De onde estou, percebo a respiração dela, os seios arfantes. Depois ela sai da janela. Fecha a cortina e some de vista. Continuo debaixo da ducha. Por efeito desse encontro de olhares, sinto uma vontade ardente de acariciar minha pica, que pulsa forte sob a água. E assim eu faço. Quanto mais eu a acaricio, mais ela fica rija. A cabeça rosada fica mais avermelhada pela pressão da água que cai. Fico imaginando a vizinha abocanhando ela. Será que ela deseja tanto assim? Enquanto a imagino nua, olho para a janela rapidamente. Não é que ela está lá, a danadinha. Espiando por trás das cortinas. Excitado com a ideia de ser observado assim, toco-me com intensidade. Premeditando gozar sendo espionado por essa mulher safada. Para ela ver meu gozo jorrar e se misturar à água da ducha, lambuzar a minha glande rosada, enquanto eu imagino seus seios eriçados de tesão.

decima

Ela sumiu da janela. E subitamente surgiu no portão de casa. De camisola azul. Sem calcinha. Ela começou me beijando, então desceu pelo corpo… Até meu sexo rijo, intumescido… Fitou-me nos olhos enquanto beijava a glande rosada. Olhar de manhosa. Passou a língua bem devagarinho. Disse: Desci aqui porque fiquei curiosa, queria sentir o gosto… Depois de dizer isso, lambeu meu sexo por inteiro, como se fosse um picolé de morango e, enfim, abocanhou. Sugou com muita, mas muita gula. Uma morena gulosa, essa minha vizinha. Então, deu um tempinho pra poder respirar. E disse sem fôlego e com a voz rouca: Aí, não resisto a uma pica grossa, enorme assim. Me dá muita vontade… E a devorou toda novamente… até fazer jorrar leite nos lábios e na língua maliciosa dela. Jorro forte, quente, salgado.

Nada mais é obsceno à luz do sol

Da varanda, nos fundos de minha casa, no alto do outeiro, eu tinha uma impressionante visão do bairro em que morava. Mas o melhor de tudo era a vista privilegiada da janela da sala e da janela do quarto de amplos vidros de minha vizinha. Ela se chamava Diana e era uma mulher cuja beleza hipnotizava muitos e muitos. Alta, loira, com um ar estilo poderosamente dona-de-si, fisioterapeuta de corpo sarado, de curvas naturais delineadas pelo cuidado e o esmero constante. Ah, e que curvas… Toda manhã eu a via pronta para sair, toda arrumada, super atraente enquanto tomava café.

Até que certa noite de sorte estava na janela e a vi chegando em casa, cansada do trabalho. Segurava uma xícara, camisa desabotoada, não usava sutiã. Ficou parada em frente à janela da sala. De onde estava, um pouco mais alto que sua casa, consegui perceber o volume dos seios quase desnudos. Ela bebeu calmamente seu chá e depositou a xícara na mesinha do centro da sala. Subitamente, descalçou os sapatos e tirou a camisa, ficando só com um jeans muito justo. Me maravilhei com o que vi, cintura delineada, costas arqueadas e seios volumosos, belíssimos com seus mamilos rosados. Senti meu desejo crescer instantaneamente. Ela foi até o quarto, pegou seu pad e deitou-se de bruços no chão, apoiando o busto em uma grande almofada… Ficou ali, esbelta, vendo posts em redes sociais (imagino). Não conseguia tirar os olhos dela, apreciei demoradamente suas curvas, os seios desnudos, libertos… depois de minutos, ela resolveu tirar seu jeans ultrajusto. Me deliciei em ver aquela mulher voluptuosa – de coxas grossas, quadril largos, bunda avantajada – se contorcendo toda para tirar aquela calça justa. Ficou então só de calcinha pelo quarto e a sala. Calcinha preta, minúscula, que sumia no meio de seu bumbum musculoso. Andou de um jeito felino pela casa e sumiu, ao entrar no banheiro. Me deixando em êxtase e em suspense.

namoradeira

Mas o melhor estava por vir. Era um domingo de sol e eu estava arrumando meu sótão, que tem uma abertura com janela. A vista dá para o quintal verdejante da minha vizinha Diana, a deliciosa fisioterapeuta. Há árvores, samambaias, gardênias. Um passeio de tijolos à vista, um gramado bem cuidado. Estou contemplando aquele verde tranquilo quando súbito vejo a minha vizinha chegar com uma toalha na mão. Óculos escuros, cabelos presos, havaianas brancas e uma camisa também branca compõem seu visual.

Ela ajeita a toalha no gramado. Tira os chinelos, ajoelhada coloca um tubo que parece ser um filtro solar e seu celular ao lado direito da toalha. Está de costas para mim. Então ela tira a camiseta. Meu deus! Está totalmente nua. Vai se banhar ao sol sem roupa. Meu queixo cai de surpresa e de fascínio. Vejo suas costas arqueadas enquanto ela ajeita os cabelos. Vejo sua bunda volumosa, malhada da academia totalmente despida, deliciosamente bronzeada. Meu tesão cresce imediatamente. Sou hipnotizado por tamanha sensualidade. Extasiado pela visão dessa mulher voluptuosa, carnuda e toda delineada. Ela deita-se de bruços ao sol. De onde estou, a vejo dos pés à cabeça, inteira, nua! Coxas grossas, bumbum quase deixando eu ver sua intimidade, costas bronzeadas. Que loucura! Que privilégio! Puxo uma cadeira e fico ali com coração pulsando forte nas têmporas, meu sexo rijo, meus olhos fixos nela, enfeitiçados. Ela ficou assim por uns vinte minutos, talvez meia hora. Eu não arredei o pé da janela. Não cansava de ver, queria mais.

Então ao que parece o seu celular tocou, pois ela o pegou e começou a falar. Ergueu um pouco o tronco e se apoio com os cotovelos. A ligação parecia importante, séria. Passou o celular para o outro ouvido. A posição era desconfortável, dá sinal que vai levantar. Meu coração bate mais rápido com a ideia. Dito e feito, ela começa a levantar e por, breves segundos, deixa eu ver tudinho. Tenho um estremecimento de prazer. Fica em pé. Passa a caminhar pela calçada de tijolos. A vejo meio de frente pela primeira vez. A cintura sarada. Os seios generosos de mamilos rosados. Ela caminha lenta e distraidamente pelo gramado entre uma árvore e outra em seu quintal enquanto fala ao celular. Eu não tinha como não ficar hipnotizado pela beleza de sua nudez exuberante. Cada movimento revelando um novo ângulo do seu corpo voluptuoso enquanto ela mantém uma conversa super concentrada. Ah, sua bunda firme, avantajada, muito malhada na academia. Fica de frente. O sol banhando seu corpo nu. A pele bronzeada. Sua virilha depilada visível pela primeira vez para mim. Entrevejo os lábios rosados de seu sexo, meu tesão chega aos píncaros.

Continua passeando pelo seu jardim. Eu absolutamente fissurado pelas suas curvas, suas sinuosidades em movimento, em cada novo ângulo suas coxas, sua cintura, sua virilha, sua bunda, seus seios ficam mais e mais provocantes. O corpão de uma mulher poderosa. Não lembro de ter ficado assim antes ao ver uma mulher toda nua. É absurdamente gostosa essa minha vizinha. A conversa no telefone se encerra. Ela larga o celular na toalha. Solta o cabelo para o prender melhor novamente. É uma visão maravilhosa vê-la vestida somente de óculos escuros com os braços na altura da nuca. O corpo violão desenhado ao sol. Os seios balançando enquanto ela prende o cabelo. A pele toda bronzeada, com exceção dos resquícios de marca de biquíni nos seios e no sexo depilado dela.

Ela vai então em direção ao muro e pega uma mangueira. Liga na torneira. Vai regar o jardim toda nua! Que sonho. Que fetiche. Ela passa então a molhar languidamente suas plantas. Anda distraída pelo jardim, toda à vontade, uma deusa grega no esplendor de sua beleza, rebolando deliciosamente entre as plantas. Esse trabalho erótico demora uns 15 minutos ao menos. No final, ela está toda suada, pele reluzente enfatizando suas curvas. Usa a mangueira para se refrescar, molha todo o corpo do pescoço para baixo. Subitamente, ela se agacha, pernas abertas, deixando bem visível seus lábios vaginais. Ela então direciona o jato de água da mangueira para sua vulva. É como se quisesse se refrescar lá, ou apagar um fogo que tomou conta de sua boceta. Ela abre os lábios e aproxima ainda mais a fonte do jato d’água. Morde os lábios da boca e solta um gemido. Que cena deliciosamente obscena. De onde estou, vejo o rosado de sua vulva toda exposta. Meu sexo já não suporta a prisão da cueca.

Ela desliga a torneira, recolhe a mangueira e volta para sua toalha. Seca-se, senta e começa a passar seu filtro solar. Passa nas pernas, nas coxas, braços quadril, cintura, seios… maravilha ver isso em tempo real. Deita-se. Sua vulva visível do ângulo que estou. Lembra de passar um pouco de filtro nos seus lábios vaginais. Passa lentamente, mas uma vontade maior supera essa precaução contra o sol. Ela começa a esfregar com cada vez mais intensidade sua vulva inchada pelo tesão. Abre as pernas para meu contentamento. Procura seu grelo e começa esfrega-lo intensamente. Se abrindo mais toda vez que seu prazer fica maior. Vejo sua boceta exposta, aberta, convidativa. Queria provar o gosto dela, o cheiro dela. Morro de tesão. Sinto minha glande liberar um pouco de esperma só de ver essa cena. Ela se contorce toda. Arqueia as costas. Aperta um dos seios com a outra mão. Seus mamilos estão muito eriçados, seus lábios tem a expressão de uma mulher em êxtase. Então ela goza e se abre toda, como se desejasse ardentemente ser possuída naquele instante por uma pica grossa. Que loucura este domingo. Quando tudo termina e ela volta para dentro de casa, eu gozo e perco os sentidos, tamanho foi o tesão que senti… ai, essa minha vizinha fisioterapeuta.

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Cumplicidade Erótica

Metrô Rio, estação Saens Pena, 7h e 22 minutos de uma quinta-feira. Sinto um perfume feminino, algo marinho e muito inebriante. Olho para frente e localizo a fonte desse aroma atraente. Ela veste uma calça social e camisa branca. Roupa de escritório. Um coque de cabelos negros. Nuca com uma tatuagem pequena. Não está nítida a essa distância. Brincos pequenos, apenas uma pedra branca e uma correntinha, mas não dá pra notar se é um colar, ou um escapulário. Um ar suave… Usa relógio e uma bolsa grande, não muito, ela parece alguém que trabalha como secretária, talvez bancária atendendo ao público. Saltos de tamanho médio… O metrô se aproxima. Todos se espremem para pegar lugar. Ela fica bem na minha frente. No final da fila. Sinto seu perfume mais intensamente. Respiro fundo.

Todos entraram quando as portas se abrem. É uma correria selvagem para conseguir sentar, mas ela não se apressa. Entra elegantemente e se contenta em seguir viagem em pé. Tomo posição ao seu lado, quase atrás dela. Ao levantar os braços pra segurar no ferro do metrô, ela deixa ver a pontinha de sua calcinha em renda, cor lilás. Uau. Suave e delicado.  A blusa de cetim de alcinhas… Pode-se notar que ela usa um conjunto. Certo ar sério e ao mesmo tempo sensual. Percebo que na alça da bolsa dela, está o blazer. Provavelmente trabalha em lugar que tem ar-condicionado. No blazer há uma plaquinha com o nome dela, não consigo ler. Queria ler e sussurrar seu nome ao pé da nuca… Surreal, estou sonhando acordado? Nossos corpos se aproximam a cada parada e mais gente entrando no vagão. Espaço se tornando exíguo… Nossa! Essa droga tem que parar em todas as estações mesmo?! Não para de entrar mais gente, alguém está me empurrando… Dou uma olhadinha antipática pra trás… Hmm, um homem com cheiro de creme de barbear.

Ela me olhou séria, mas curiosa também. Rocei de leve seu quadril impulsionado pelas pessoas atrás de mim. Seu corpo está quente. Curvas insinuantes. Minha calça social preta é muito fina. Temo expor minha excitação. Será que consigo parar de pensar nela? Outra estação, mais gente entra. Ah, legal, mais gente… O homem bem atrás de mim roçou e ficou. Consigo sentir o… Hum… e agora, olho ou não olho? Dou um passinho mínimo pra trás. Não vejo seu rosto, mas sinto seu corpo tão próximo. Nossa, esse aí deve estar no ponto! Outra parada. Passo minha mão pelo rosto e pela nuca. Calor gostoso. Posso sentir a respiração dele quente nesse momento. Queria ver seu rosto. Mas não dá para olhar. Fecho os olhos e o sinto roçar duro. Gostoso. Lembra-me uma transa no banheiro da balada. Mês passado. Nessa posição. Movimento gostoso. Bem assim… Nossa, ela parece estar gostando, me deixa roçar fingindo não estar rolando nada. É uma “permissão” tácita. Imagino-a nua. Eu encoxando ela assim. Delicia! Vou roçar em todo bumbum dela. Ousar mais… Coração acelerado pela situação inusitada.

Somos cúmplices nessa maliciosa situação. Ninguém nota nosso affair. Delícia roçar uma desconhecida que gosta dessa brincadeira. As pessoas sentadas logo em frente estão dormindo, e não sentem nem o balançar da viagem. Que tesão, queria agarrá-la pela cintura e enfiar minhas mãos por dentro de sua calça. A respiração dele está mais forte, ai… um arrepio na nuca. Roça mais minha bunda vai, canalha. Adoro a sensação de ser desejada tão ardentemente por um estranho. Ser tocada desse jeito, no meio da multidão, em uma parte tão íntima. Será quem alguém no vagão percebeu? Hmmm, esse receio torna ainda mais gostoso. Imagina, ser flagrada em um ato tão malicioso. Além de sentir, queria ver o órgão ereto… não quero parar… Delicia sentir o bumbum dela se oferecendo para meu bel prazer. Estou ardentemente desejando possuí-la. Penetrá-la assim mesmo… por trás. Pegá-la pelos cabelos. Só imagino a cena. Que luxuria matinal! Num furor agressivo, puxá-la pelos cabelos enquanto me delicio com o oferecimento da bunda dessa mulher… as costas dela retesadas…

O metrô chega à estação final em Botafogo. Todos desceram. Seguimos pelos corredores, escadas rolantes, rua. Nós dois em silêncio. Íntimos cercados por um aglomerado de transeuntes. Coincidentemente entramos no mesmo prédio comercial. Pegamos os dois o mesmo elevador. Ela me dá um sorriso cordial na entrada do elevador.  Olhares intensos, uma cumplicidade muda. Eu desço no quinto andar, ela segue até o nono. Hum… Então quer dizer que ele trabalha aqui… Ai… Que vergonha, será que vai comentar com alguém? Mas foi uma sensação gostosa… Ah… Mas deve ser só mais um safadão que adora uma bundinha em pé… (olha-se no espelho e fala pra si “gostosa!”, com um sorriso maroto). Que loucura! Ela trabalha no quinto. Podia passar por lá no final da tarde. Que mulher safada.

17h e 30 min da tarde. Olha, que delícia… Final de expediente, até que enfim, já não aguentava mais aqueles clientes chatos! Hum… Será que o gostosinho do metrô estará por lá? Aiai… Vamos nós… Quinto andar. Olho ou não olho? Bem… Melhor abaixar a cabeça…Não, quero olhar pra cara dele pra ele saber que eu sei bem que ele gostou da minha bunda… Final do expediente. Chega de fotografias por hoje. Vou descer e tomar uma água de coco. Talvez a bunduda safadinha esteja saindo também. Vou esperar perto da saída do prédio. Térreo. É, talvez já tenha ido… Mas seria bom, quem sabe um drink, ou um sexo no elevador… aiai, mulher, você anda muito pervertida… Água de coco geladinha. Delícia de fim de tarde. Olha lá. Lá está ela saindo do prédio. Atravessa a rua, lentamente. Passa perto de mim. Dá uma olhadinha rápida. Vou segui-la. Perigoso. Ela pode achar que sou um tarado. E eu sou? Não? Aquela brincanagem do metrô não me saiu da cabeça. Fissurado nessa bunduda. Louco pra prová-la.

Ah… Olha ele aqui… Hum… Carinha linda também, hein! Um belo conjunto… Posso imaginar o que não deve fazer na cama… Essa gracinha do metrô me deixa molhada só de lembrar… Nossa! Como ela é gostosa. Como se requebra. Que tesão doido. Vem delícia, vamos logo, será que vem atrás de mim? Pra onde será que ela está indo? Será que ela deseja mais aventuras? Mais brincadeiras? Metrô lotado… Olha ele ali atrás… então você veio… Bem, vou esperar os próximos vagões, isso aqui tá o caos! Eu me aproximo aos poucos. Ela parece um pouco tensa. Indecisa. Estou bem atrás dela novamente. É como um imã que me atrai fortemente Essa roupa justa que ela usa deixa a bunda dela tão exposta. Tão palpável. Meu sexo já está reagindo a essa proximidade toda. Que doideira. Hum… então vem você novamente… Dessa vez ele está de uma maneira que posso me comunicar com seus olhos e observar bem sua boca… Uma respiração gostosa… Vontade de sorrir pra ele, mas não, vou deixar e ver o que ele ainda pode me oferecer, afinal, o órgão dele ereto ainda não me saiu da mente. Está bem quente hoje, mas o quero mais próximo de mim… Só uma empinadinha… de leve… Ele nem vai notar…

Vejo seu semblante. Rosto bonito. Boca carnuda. Um sorriso de Monalisa imperceptível Hmmmm. Ela roçou em mim. Está ficando lotado aqui logo estarei encoxando ela mesmo que não queira. Sinto um frio na espinha ao antecipar essa situação, um frio na espinha e um latejar de meu pau. Ah… desse jeito que eu gosto… saber que ele está bem grosso e duro, só pra mim… hum… roça mais um pouquinho, vai… que eu sei que você me quer… Encaixou… nossa. Não tem como ela não saber que meu pau está duro agora. Que situação. Nós dois cúmplices dessa safadeza no meio da multidão. Meu sexo está bem no meio da bunda dela. Encaixe perfeito. Podia ficar assim por horas, dias. Um prazer louco só de sentir toda a bunda dela só pra meu deleite Ops… Acho que a velhinha notou algo… Deixa-a, com essa idade, sabe bem o que é uma boa roçada.. Mais uma estação, mais perto ele chega, como ele tá bem duro, daqui a pouco rasga a calça…

Meu pau já não fica dentro da cueca. Está latejando de tesão. Forço meu quadril em um vai e vem discreto contra a bunda dela. Ela parece que arrebita mais ainda quando faço isso. Vontade de baixar a calça dela aqui e comê-la sem nem ao menos dizer uma palavra. Que tesão, estou ficando… Minha xoxota tá começando a latejar de tanto sentir essa pica aqui, na minha bunda… acho que vou escorregar minha mão discretamente, vontade de apertar bem gostoso… Bunduda desse jeito deve deixar muitos homens bem loucos para comer seu rabinho. Ela deve tá melada de tesão. Queria sentir o gostinho disso. É a mão dela aqui atrás? Ai cacete… Posso sentir mais a respiração dele ofegante, e quase sinto seu coração, de tão próximo. Estou ficando arrepiada, e molhadinha, acho que se fechar os olhos, solto um gemido…

Ainda mais com a minha mão bem pertinho… Que safada. Está curiosa? Querendo sentir… uma boa ideia. Brincar com as mãos. Hum…queria a mão dele por aqui… sentir como meu clitóris está durinho… hmmm… vislumbrei os seios dela de perfil, parece que os seus mamilos estão eriçados, o grelinho deve estar assim também. Vontade de… vou deixar minha mão esquerda escorregar perto do seu quadril assim… eu vou ousar agora, vou apertar essa bunda bem forte e ver com ela reage… agora. Apertei. Minha calcinha está toda molhada… Isso aqui tá tão gostoso… Opaaaa… mão no quadril… Isso aí garoto! Me segura forte, eu adoro… Preciso transar com esse homem! Nossa! Que carnuda, encheu minha mão. Bunduda. Quero comer você. Hum… senti um sussurro no ouvido? que delícia… vou falar bem baixinho… quase muda… espero-te na saída… Vou continuar a brincadeira. Deslizar meus dedos pro meio da bunda dela e acariciar. Porra, porque não vim de saia hoje? Que idiota… hmmmm… mãos gostosas…

Assim… mais ousadia aqui impossível. Só com dedinhos… vai… aproveita meu salto… Desce mais um pouquinho… só com dedinhos… vai…Estou roçando às cegas… perto do rabinho, quem sabe já tocando sua bucetinha… acho que sinto um pouco de sua umidade, a respiração dela está forte toda retesada, concentrada nos meus dedos. Vou empinar mais um pouquinho pra ele, aproveitar que faltam apenas duas estações, que entrou mais gente… Se pudesse, abriria a calça dele aqui mesmo… Que loucura. Que tesão. Eu com os dedos no meio da bunda de uma desconhecida muito gostosa. Será que alcanço o grelo dela? Queria saber como é… lábios, grelo… Porra, que loucura, e olha que estou sóbria! Estamos chegando… Vou chamá-lo pra terminar isso aqui… Não tem jeito. Preciso comer essa mulher se não vou subir pelas paredes. Falo no ouvido dela: Quero provar você. No ouvido. É provocação… baixinho…Dei um sorriso de canto pra ele. Acho que ele entendeu… Chegamos à estação… Vamos? Vamos! Seguimos juntos e calados até nos separarmos da multidão já na rua. Onde será que ele vai? Não vai me deixar assim, molhada e sumir… ops… meu blazer! Droga! Que houve? Seu blazer. Obrigada… andamos por transversais, já estou fora do meu caminho… e então… aonde vamos? Vamos entrar nesse prédio em construção aqui, conheço a construtora, dá pra subir lá no alto e ver as luzes da cidade, estaremos sozinhos.

Em falar em conhecer… como se chama? Vou perguntar o nome dele, mas direi outro pra ele, afinal, ele já sabe demais sobre mim… Chamam-me de Pardal, sou fotógrafo de uma agência de evento. Muito prazer, sou a Borboleta… assim, nós dois podemos voar… Então vamos subir? Sou publicitária. A paisagem lá de cima convida ao voo. Hum… experiência diferente… mas acho que ele valerá a pena… Vamos sim, vamos terminar o que começamos. Beijo sua boca carnuda de sorriso maroto. Hum… pelos beijos, acho que não me arrependerei… em segundos estaremos nus…Subimos as escadas e paramos de vez em quando para um beijo aproveito e aperto seus seios na primeira vez… na segunda aperto com as duas mãos aquela bunda que tanto tesão e prazer meu deu no metrô hum… sua língua na minha boca passando pelo meu pescoço, enquanto me aperta, me faz querer rasgar as roupas aqui mesmo quero ver essa mulher nua, quero tocar todo seu corpo quando chegar lá no alto, estamos quase lá. Chegamos, enfim, os dois de pé olhando a lua e as estrelas até recuperar o fôlego. Realmente é lindo… acho que vou ver beleza maior em instantes, quero você nua. Então tire… venha que tudo aqui será seu… Começo a tirar sua blusa enquanto a olho nos olhos e acaricio seus seios, tiro minha camisa também a deixo nua da cintura pra cima.

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Passo minhas mãos pelo tórax deslizo levemente as unhas nele. Não resisto em sugar um dos mamilos. Estou entregue a seu bel prazer… aperto rosto dele contra meu seio enquanto ele me suga como se fosse tirar um pedaço, ou se fosse entrar em mim… Minha calcinha está encharcada pego sua mão e levo por dentro da minha calça. hmmm… nossa toda melada, inchada quer dar ela pra mim? Vem me come vem… de quatro… Delícia! Vou morrer de tesão em te ver assim. Essa bunda carnuda de quatro… Então vem… come minha buceta, e depois enfia essa pica gostosa no meu cuzinho. Como sim! Essa bucetinha toda melada. Mete… vem… louca pra ser preenchida. E vou meter no teu cuzinho porque essa bunda dá um puta tesão sem controle. Tiro meu pau pra fora. Chupo primeiro até engolir as bolas… isso me dá muito tesão enfim, estou vendo a pica que me roçou desde 7 da manhã. Que delícia. Gulosa você… engole tudo vai, chupa com gula… como se quisesse engolir meu pau grosso. Chupo até minha garganta arder, e eu perder o ar… enquanto eu chupo, ele me enfia os dedos na buceta meus pés chegam a ficar dormentes de tesão… ele puxa meu cabelo e empurra contra sua pelve… enquanto eu engulo todo o seu pênis. Hmmmm… Safadona agora fica de quatro vai… mostra-me essa bunda toda, abre ela pra mim. Tiramos o que ainda tínhamos de roupas. Nus, eu de quatro, apoiada por entre tábuas ele por trás, me penetra. Sim, penetra devagar… sentindo minha buceta encharcada se abrir todinha, segura pelas ancas penetra bem fundo. Puxo seus cabelos com força trazendo ela mais pra si pra penetrá-la ainda mais fundo.

Nossa, realmente não vou me arrepender de estar aqui.. Isso gostoso, mete até o fundo que eu quero sentir você entrando em mim… Assim, cachorra? Todo dentro de você. Tá muito melada tua boceta, entra tudo. Meu pau tá latejando. Com força e com muito tesão… Agora vem, enquanto come minha buceta, toca meu clitóris com os dedos… Aí que delícia, num vai e vem intenso, já sem velocidade, mas com força e socando bem fundo posso sentir uma contração, acho que vou gozar… Safada! Se contorcendo toda de prazer. Tá adorando dar pra mim. Vai gozar, é? Antes que aconteça, vem e mete no meu cuzinho, ele tá aqui bem aberto e querendo receber essa pica gostosa… Num impulso sacana, eu a penetro com ela ainda de quatro. Meto devagar até penetrar fundo no cuzinho dela… Então começo a fodê-la mais rápido. Adoroo sentir leite no meu cuzinho. Meto forte e puxo os cabelos dela…. sussurra frases sem nexo, num misto de dor e prazer. Encho de tapas a bunda dela enquanto como seu cuzinho apertado. Fica com ela toda vermelha. Até que, já em êxtase, gozo dentro daquela bunda grande e arrebitada e ela quase ao mesmo tempo contrai várias vezes a entradinha do cu e alcança o orgasmo, de forma deliciosa, num gemido alto, em meio à escuridão da cidade.

O Demônio da Vertigem

Eu havia entrado de penetra numa festa de playboy em uma cobertura da zona sul. Dei muita sorte de encontrar dois convidados-turistas-estrangeiros, na descida da pedra do Arpoador. Queriam saber como chegar na rua Santa Clara, esquina com a Barata Ribeiro. Vi que seguravam 3 convites entre os dedos. Dei as coordenadas e perguntei como-alguém-que-não -quer-nada o porque do terceiro convite? Disseram que era para um companheiro que já voltara para o hotel no Flamengo. Muita birita depois do almoço. Perguntei maliciosamente se eu era parecido com seu amigo. Disseram que não, mas isso pouco importava. Ninguém conhecia nenhum deles de fato. Rumamos alegres e mal intencionados para a farra.

E eis-me aqui. Disfarçado de turista acidental. É certo que nem preciso me esforçar muito, nesse teatro todos – protagonistas e figurantes – já estão bêbados e/ou chapados. Drinks grátis, aliás, foram meus principais chamarizes para esse festa dessa burguesada chata. Ok, os canapés também são uma boa pedida.

Luzes psicodélicas ricocheteiam pela sala maior. Alguns corpos se movimentam tentando timidamente acompanhar o ritmo alucinante dos som. Eu me esquivo dessa muvuca. Ainda não fiquei bêbado o bastante pra isso. Vou em direção às luzes mais sólidas da cidade, visíveis pelas frestas da cortina da sacada. A vista se estende para todos os lados. É a mais impressionante vista natural, alterada aqui e ali pela mãozinha do homem. Vista natural disse eu, mas que não sai grátis. O capitalismo sabe muito bem extrair grana de todos deslumbrados voyers da beleza carioca. Niemeyer estava certo ao lembrar a frase de Sartre, talvez o mundo fosse melhor sem o homem. Verdade ainda mais inquietante em se tratando da cidade maravilhosa… meu devaneio filosófico é interrompido por um perfume intenso. Aquático? Uma lufada forte de ar me atravessa dos pés aos meus cabelos revoltos.

Alguém passou por mim em silêncio e abriu alguma porta para a sacada. Bebo mais um gole do meu Bloddy Mary e procuro curioso pela pessoa do outro lado do vidro. Um vestido de um branco que absorve cores ao redor cobre o corpo de uma mulher esbelta e ágil como um felino. Ela tira os saltos. Segura-os com uma mão e enquanto tem na outra uma taça de champagne. O vento castiga o vestido contra o corpo dela. Silhueta desenhada pelo sopro da noite. Observo em surdina essa beleza inesperada. Solidão graciosa de uma menina leopardo. Cansada da farra? Enjoada das cantadas previsíveis dos pit-boys? O olhar se perde no horizonte. O vento insiste em castigar seu vestido. Levanta-o sem cerimonia. Uau! Vejo bem mais do que imaginaria. Seu bumbum fica exposto por longos segundos. Ela não usa calcinha alguma. Bunda volumosa, morena. Sou tomado por arrepio na espinha. Ela continua com o olhar pensativo, perdido no horizonte. Não se importa que o vento a desnude.

Tomado de um ímpeto sem igual, me dirijo para a porta da sacada. No caminho encontro um garçom e troco meu copo vazio por dois outros drinks. Nem penso na abordagem. Simplesmente chego ao lado dela e lhe ofereço um dos copos de bebida.

Ela aceita dizendo que numa noite assim, nunca é demaisVocê não devia estar aqui. Diz também me deixando entre confuso e contrariado. Sorri. Tudo bem, eu sou forasteira na cidade. Seremos cúmplices essa noite. Me dirige uma piscadela que me revigora o ânimo e abranda meu cenho. Nem vou perguntar como, sendo você tão estranha quanto eu, descobriu que não sou um dos convidados. Vim aqui ver a paisagem como você. Qual delas? pergunta e sorri para a noite. O vento volta e nos fustigar sem dó, nem pena. Me volto para a porta e a fecho. Noto a chave do lado de fora. (Sorte de Gastão!) A tranco. Com essa cortina enviesada, para sermos vistos aqui, alguém tem de colar o nariz no vidro…

Volto para o lado dela. A taça vazia que ela largara no parapeito é empurrada pelo vento e cai dez andares. Quase não ouvimos seu estilhaçar. Ops! Estamos dilapidando o patrimônio alheio sussurra ela no meu ouvido. Acho que eles podem dar conta. Pedir mais algumas taças de cristal da fábrica deles em algum lugar da Ásia. O vento nunca nos deixa inteiramente sós. Nos açoita e, para minha felicidade, levanta o vestido novamente. Ela faz de conta que nada acontece. Sua bunda desnudada ao meu lado. Tomado de um desejo sem palavras, deixo uma de minhas mãos cair para trás e tocar sem aviso prévio uma das polpas da bunda daquela mulher ainda sem nome. Foi um ato impensado. Achei que ela ia estremecer ou fugir, mas permaneceu incólume. Tomou outro gole do seu drink e me perguntou se já vira a lua hoje. Disse que não, mas ela devia aparecer logo para nós. Aproveito a deixa e passeio minha mão por todo aquele traseiro exposto.

Ato continuo, meu sexo reage. Aperto sua carne como se fosse um gomo de laranja. Querendo assim extrair todo sumo que pudesse. Ela solta um leve suspiro. Já apalpei toda polpa, ora de provar mais fundo. Meus dedos penetram o meio de seu rabo em busca de mais prazer. Roço seu ânus. Ela se contrai de leve. Sem permissão explícita alguma acaricio seu cuzinho contraído girando a ponta do indicador em torno dele. Ela aponta o dedo para o céu e mostra onde a lua resolveu surgir para dois inebriados na sacada de um prédio da zona sul. Olha a lua, toda vermelha no horizonte. Murmuro que ela é linda enrubescida. A ponta de meu dedo penetra seu rabinho. Pela primeira vez ela reage aos meu gestos. Diz que gostoso e e me beija. Enquanto nossas línguas se entrelaçam, meu dedo penetra mais fundo no seu cuzinho quente. Delicia de sacanagem. Continuamos nessas práticas exploratórias até o vento mudar de direção.

Já com o lábio mordido por seus dentes, me agacho para explorar sua bunda com minha boca sequiosa do gosto dela. Lambo suas nádegas com volúpia. Depois abro seu bumbum para me deleitar com a visão de seu cuzinho se oferecendo para mim. Sem hesitar, esfrego a ponta de minha língua nele. Ele se contrai e relaxa enquanto tento penetrar. A mão dela está muito ativa em seu sexo. Esfrega seu grelo com uma intensidade deliciosa. Brinco de comer seu cuzinho com a língua até ela se abrir mais a minha boca. Aproveito a deixa e desço minha língua pelos seus lábios inchados de tesão. Molhados, com um gosto forte que saboreio. Exploro toda sua boceta morena. Até chegar a seu clitóris. Ela é muito greluda. Que tesão! Me devora sussurra ela. Devoro com todo prazer.

Mudamos de posição. Ela se debruça sobre uma cadeira de sol. Toda de quatro, se oferecendo para minha língua abusada. Delicia de visão. Delícia de mulher. Delicia de sabor. Me lambe seu cachorro. Brinco com seu grelo até ela começar a gemer forte. Então paro para recuperar meu fôlego e um pouco da lucidez. A música da festa, Estrelas Vigiadas de Fawcett, deve abafar nossos gemidos pensei comigo. Por um breve instante, tive a impressão ver um vulto de uma mulher ruiva, a nos espiar pela fresta da cortina enviesada. Voltei à ação. Agora novamente brincando com os dedos nela. Aproveito para penetrar sua boceta melada. Fodo ela toda com meu indicador. Em seguida a penetro pelo cu também. Ventos uivantes sopram todos os amantes na noite de Copacabana… Muitas páginas de sacanagem xerocadas. Ela parece adorar essa putaria toda. Ai que gostosa essa brincadeira. Tô toda preenchida… Ergue mais a bunda para que eu faça o que quiser com seus orifícios. Meu pau, salta para fora da cueca de tão duro que fica. Hoje ele quer fazer a festa. Essa deusa bunduda pede pra ser comida com força.

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Seu safado. Você sabe lamber gostoso. Tô louca pra chupar seu pau grosso. Proposta irrecusável! Me ergo, deslizo meu zíper e tiro para fora o sexo latejando, cabeça vermelha explodindo de tesão. Ela se ajoelha na minha frente e engole ele com a pressa de uma sedenta diante da bica dágua. Ahhhhh… que loucura! Assim menina… sua gulosa. Tarada por pica. Chupa tudo, engole todo ele. Fizemos amor entre estrelas vigiadas. Está com ele inteiro dentro da boca. Não contente eu pego seus cabelos e forço a cabeça dela contra minha virilha. Ela parece que vai engasgar. Vejo em seus olhos semicerrados que ela se delicia com esse excesso. É gulosa essa cadelinha. Adora se engasgar assim. Movo sua cabeça em um vai e vem para foder a boca dela com meu pau duro como pedra pelo tesão sem fim que acomete nós dois.

Depois de me chupar ela olha pra mim e diz que agora meu pau está bem lubrificado. Tá pronto pra meter nela sem dó. Mete tudo no meu cuzinho. Que loucura! Se levanta e tira toda roupa. Brinco com seus seios antes de ela se debruçar sobre a cadeira novamente, dessa vez abrindo a bunda com mãos. Me oferecendo seu rabo gostoso. Meu cuzinho é todo seu. Come ele gostoso. Vou ao delírio dos delírios. Alço alturas inimagináveis de prazer ao ver seu corpo voluptuoso se oferecendo de um jeito sem vergonha, sem pudor, sem receio. Aquele bumbum grande, todo redondinho, todo saboroso sendo oferecido para ser penetrado me deixou num furor agressivo. Mete, vai. Come meu cuzinho, seu safado. Sem mais demora a penetro pelo rabo. Meu pau entra todo em seu orifício apertado. Penetro fundo e fico sem fazer movimento algum por um longo instante. Saboreando ela por dentro. Depois começo, com um furor crescente, a foder sua bunda, sem dó nem pena.

Ela não tira a mão de seu grelo enquanto finco estocadas magistrais no seu rabo quente. Sinto meu membro esquentar naquela fricção gostosa. Puxo os seus cabelos e enrabo essa deusa rabuda que encontrei perdida na noite de Copa. Há uma ruiva a nos espiar, agora tenho certeza. Está nos fitando sorrateira pela fresta da cortina. Ai, que pica enorme e dura, que gostoso ser fodida assim… meu rabinho tá ardido. Ao ouvir essas confissões, como ela com mais força ainda. A cada palavra obscena dela, meu pau fica mais rijo. Meu tesão mais insano. O suor toma conta de nossos corpos na medida em que os minutos fluem ao sabor daquela foda furiosa. E ela fica ainda mais tesuda banhada em suor, com as curvas acentuadas pela pele lustrosa. De repente, ela arqueia as costas e estremece de prazer. Ai, não para…. Não para, não… Fode minha bunda, fode, cachorro! Fodee! Aí, que dorzinha gostosa sentir essa pica no meu cuzinho. Ai… aii… ai…

Abro bem a bunda dela pra enfiar todo meu sexo em seu orifício traseiro. Fodo ela tanto que me fôlego beira o limite. Bate na minha bunda, vai! Com prazer, faço o que ela quer. Paaaaaaaá!!! Deixo minha mão impressa em vermelho em uma das polpas de seu rabo. Ela olha pra mim e sorri enquanto meto gostoso. E que bundão ela tem. Que mulher mais sacana. Safado, adoro, a-do-roooo! Ela goza primeiro. Solta um longo gemido. Seu rabinho se comprime várias vezes estrangulando meu pau. Enche meu cuzinho de leite, enche, gostoso… Depois de ela relaxar um pouco, eu prossigo na ação irrefreada, com a explosão de um cavalo. Gozo intensamente, enchendo o rabo da mulher-ainda-sem-nome de porra. Ai, se todas festas fossem assim…

Morte e vida no final do expediente

Eu tô suando frio (talvez seja o ar condicionado). Vim apressado pra cá carregando essa papelada toda, lá fora tá um calor danado, um sol de rachar a cuca. Já aqui dentro faz frio… bom, talvez eu esteja febril, ou esteja suando de nervosismo. É cruel ter toda tua vida, teu ganha-pão dependendo de funcionários cinzentos. Se eles encontrarem algo errado em qualquer desses meus documentos, vou ter que ralar pra poder comer proteínas todo dia e ter um teto sem goteira pra dormir. Como é frio aqui, ou talvez seja só impressão minha. É psicológico. Essas paredes e divisórias brancas e acinzentadas lembram o interior de um freezer. Tá certo que tem uma plantinha aqui, outra ali, mas no geral esse ambiente causa arrepios. Funcionários impassíveis e inertes em frente aos computadores. Para eles é trabalho de rotina, para quem está do outro lado, é questão de vida. Cruel! Ainda falta um monte de pessoas para eu ser atendido, minha senha é de número 406 e está na 391. O pior não é a espera, o pior é a incerteza. Será que minha papelada tá em ordem? Essa gente é cheia de firulas. Se tiver uma vírgula a menos, uma palavrinha fora de lugar eu tô pior que cachorro sem dono! Por que a vida não é mais simples? Por que tantos números? Tantos registros? Tá certo, talvez eu esteja sendo infantil. Se eu fosse mais organizado, mais atento a detalhes burocráticos, se cuidasse melhor de mim mesmo, não estaria com o coração na mão agora. Olhando por esse ângulo, os funcionários é que estão certos, não são frios e indiferentes, são racionais e crescidos. Devem estar acostumados a atenderem pessoas trêmulas e confusas como eu. Devem estar de saco cheio na verdade, querendo ir logo pra casa tomar um banho e se atirar no sofá, na cama ou na rede. Deitar e ver um bom filme do século passado. O tempo se arrasta aqui, quisera ele passasse mais devagar quando eu tô curtindo um livro de ficção cyberpunk ou lendo Sandman. Eu bem que podia ter trazido umas HQs do Gaiman ou do Mutarelli ou então do Ellis pra ler enquanto espero meu destino ser definido aqui… mas o cara lembra-se disso nessas horas de aflição cruel? Chato esperar assim: mero espectador de seus pensamentos aflitivos.

Hmmm. Aquela meia-calça preta cai muito bem nas pernas dessa atendente. Pernas esbeltas, coxas grossas e firmes, salto alto discreto. Saia justa com um pequeno corte na lateral, pernas cruzadas, um blazer cinza escuro de executiva. Dá pra vislumbrar um decote, ela deve tá usando um tomara que caia… Um par de seios generosos! Óculos de grau e cabelos ruivos presos, batom discreto e unhas compridas com esmalte preto. Toda essa seriedade levemente contrastada por pulseiras prateadas, anéis e brincos de aro, além dos seios generosos. Ela tem um ar de eficácia executiva, talvez workaholic? Odeio workaholics! Mas posso abrir uma exceção. Essa mulher é gostosa demais. Posso conceder uma licença e suspender minhas opiniões no caso dela. Seria por uma causa justa, 394! Faltam 13, não… 12. Ai, ai. Nada como uma boa distração para os olhos, só assim esqueço minha situação. Putz! Não posso esquecer-me de entregar os livros na biblioteca, a multa por dia de atraso tá absurdamente alta! E os calhordas dão só uma semana de empréstimo, como é que o cara vai ler 600 páginas em uma semana? Se tivesse só isso pra fazer, vá lá, mas…

Ela levantou. Sua saia é muito justa, deixa o desenho do quadril perfeitamente visível. Ela se move de um jeito que demonstra poder… ela sabe que é gostosa, mas finge que não sabe. Perfeita! A beleza das curvas faz a diferença… Niemeyer sabia das coisas! Bom, talvez ela seja um pouco fria (Deve ser o ar condicionado). Quem sabe fora do expediente seja mais calorosa. Se fosse loira, seria uma das musas do velho Fausto Fawcett tamanha é sua presença nesse lugar. Ela caminha para os fundos. Isso já é demais. Que bunda! Gilberto Freyre acertou em cheio. Por mais ascético que seja esse ambiente, mais high tech, frio e etéreo, a herança de casa-grande e senzala ainda vigora no sangue e na imaginação. Se bem que no aqui e agora não sou eu o senhor do engenho. Aqui eu sou um escravo quase fodido. Hoje, ela é a senhora que pode decidir minha vida ao mesmo tempo em que cativa minha libido. Now, I wanna be your dog! A música dos Stooges faz muito sentido hoje.

Ela volta dos fundos. Traz uma maçã verde na mão esquerda. Não olha pra ninguém. Senta e digita em seu micro. Minha testa ainda está úmida e os pelos de meus antebraços estão se arrepiando, devo estar febril. Um nó na garganta, o clima lá fora mudou, só agora me dei conta. Começou uma chuva de deixar qualquer desavisado todo ensopado. Até eu sair daqui tudo já deve estar seco lá fora, vai demorar um bocado, está no número… opa! 401! Tá quase! Nada como uma gostosa pra encher os olhos e fazer o tempo passar mais rápido. Era o exemplo mais autoexplicativo que Einstein tinha para sua teoria da relatividade, uma hora ao lado de uma gostosa parecem minutos. Tá chegando minha vez. Minha espinha até gelou por isso. Se tudo der errado, amanhã acordo cedo e enfrento uma fila de 2 quadras para uma vaga de coveiro, ou peço uma grana emprestada pro agiota da rua… meu número! E é ela quem vai me atender. Minha tensão é 220 volts! Vou curto-circuitar!

– Em que posso ser útil, senhor? Ela não me olha, parece mais interessada no que acontece na tela do computador. Balbucio uma resposta e entrego minha pasta com todos os papéis, ela folheia rapidamente sem me olhar e diz:

– Primeiro teremos de organizar isso tudo. Ela espalha os papeis pela mesa de vidro escuro, começa a pinçar aqui e ali aquilo que julga ser a ordem correta. Fico entre envergonhado pelo meu desleixo e tentado a dar uma explicação para acabar com o clima de antipatia no ar. Sem saber o que dizer, permaneço calado e espero que ela organize minha vida. Ela é meu juiz, júri e executor nesse momento. Cativo da sua beleza, confirmada agora de perto, não me incomodo de ser abatido como um cachorro, como Joseph K. Seria um belo fim. Sem falar que agora também sinto seu perfume, inebriante. Diferente de todo esse ambiente. Algo tropical, algo amazônico. Patchouli? Uma executiva amazônica define impiedosamente meu futuro, o mundo é um lugar cruel e, de vez em quando, belo. Serei sacrificado pela mão de uma versão feminina do capitalismo tardio. Nascido de uma mulher, morto por uma, nada mais justo.

– Isso aqui está errado, o senhor terá que refazer e retornar outro dia. Meu coração para de bater.

– Eu… não posso… você não entende, preciso sair daqui com tudo Ok, não posso voltar outro dia. Toda minha vida depende desses papéis. Por favor, não me faça retornar, não vai adiantar. Tem de ser agora ou não será! Eu imploro… Ela me fita diretamente nos olhos pela primeira vez, mas não me responde. Volta a teclar, o tempo se dilata de repente. Toda beleza dela não impede a suspensão do tempo, o mundo não gira mais. Todos os relógios pararam. Até a gota de suor frio que escorregava pela minha têmpora esquerda não flui mais. (Maldito ar condicionado). Mas… o pulso, ainda pulsa. Os velhos Titãs.

– Tudo bem, vou ver o que posso fazer por você mais tarde. Por favor, aguarde no banco de espera até o fim do expediente. Com o coração na mão e os cabelos da nuca arrepiados pelo olhar que ela me dirigiu, retorno obediente para o banco. Agora noto que há um aquário aqui, peixes dourados nadando lentamente de um lado para o outro. Um aquário numa agência, quem diria? Deve ser pra dar ideia de calmaria. Passar o dia aqui em silêncio, que seja! Há esperança no final do expediente. Os ponteiros do relógio não estão do meu lado, mas, a esperança é a última que morre… a paciência, a primeira. Ah, a impaciência também tem seus direitos! E felizes são os peixes (Titãs de novo!) Sem preocupações, quase sem memória. Mas, será que eles apreciam as pernas da funcionária? Veem ela todos os dias, com roupas diferentes. Talvez com saias mais curtas. Talvez até já tenham testemunhado ela descruzar as pernas e descoberto a cor da sua… se bem que não é difícil imaginar, tudo me leva a crer que ela só usa calcinhas pretas ou vermelhas. Com aquelas roupas, não acredito que use…

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Ela se levantou, foi até lá atrás. Sua silhueta se delineia suave e erótica com as cores do fim de tarde chuvoso. Ela está toda felina com aquela roupa justa, será que os irmãos Villas Boas saborearam as entranhas de uma amazona como essa quando se aventuravam nas profundezas da mata brasileira? Altiva, ela retorna e, antes de sentar, me lança um olhar de soslaio… São como dardos narcotizantes. Felizes são os peixes, nós só vivemos breves instantes de epifania entre tardes aflitas e manhãs aborrecidas. Acho que os clientes estão acabando, a agência parece quase deserta agora. (Vai ver é o ar condicionado). O tempo parece dar voltas como esses peixes estúpidos do aquário, nada para cá, nada para lá, nada pra cima, nada para baixo. Os vidros são fronteiras invisíveis e intransponíveis para eles. Se os tubarões fossem homens… ou mulheres! Ela está atendendo o último cliente. Minha hora tá pra chegar, cabeças podem rolar, cabeças podem sair ilesas. O cliente está indo embora. Ela continua lá em frente ao micro digitando algo. Não me dirige olhar algum. Devo esperar? Se ela levantar, eu levanto também. Corro até ela e… ela se levantou! É agora! Ela está vindo pra cá. Vem falar comigo. Meu estômago se contorceu de medo.

– Me acompanhe, por favor, vamos verificar sua assinatura nos arquivos da agência.

Sigo-a em direção aos fundos. Ela não diz mais nada, só caminha sem me olhar. Será que tenho alguma esperança ainda? Eu quero mais vida, pai. Tenho lembranças a registrar antes que elas desapareçam como lágrimas na chuva. Entramos numa sala. Está cheia de servidores em pleno funcionamento à direita, estamos conectados com o mundo inteiro. Do outro lado há gavetas de arquivos em papel, conexão com o passado… Deve ser aqui, ela parou… Impera um não tão breve silêncio. Então ela se vira e me diz:

– Feche a porta. Eu obedeço sem pensar. Ela diz:

– Agora ajoelhe-se.

– Mas… o que??

– Quieto. Quer resolver seu problema? Obedeça.

O que ela quer? Humilhação? Chantagem? Acho melhor ir embora. Ah, mas não posso… Minha vida tem que se resolver. Não faz mal se não sair vivo daqui. Que seja! Ajoelho-me de frente pra ela, então ela puxa um zíper na lateral da saia justa e a ergue, revelando seu quadril. Ela… ela está sem calcinha! A virilha dela está na altura do meu rosto. Pelinhos ruivos e ralos seguem em direção a seus lábios rosados. Hmmm. Curto vulvas peludas, nunca entendi a mania de depilação universal de virilhas. Uma boceta com pelinhos manifesta mais personalidade. Ela diz:

– Quero sua língua aqui agora! E puxa minha cabeça. Sinto o gosto dela… Seus lábios estão molhados, quentes e inchados. Ela me comprime ainda mais de encontro ao seu quadril.

– Humm… Só vai me provar com a língua. Assim… com a ponta dela. Isso! Aqui eu mando, você obedece. Delírio absoluto. Pesadelo transmutado em sonho erótico? Que mundo bizarro e imprevisível! Se eu contar, ninguém acreditará.

– Ahh, agora para um pouco. Ela se vira e se debruça sobre uma cadeira estofada. De costas pra mim, ela se abre e diz:

-Vem, meu querido. Vai, prova com tua língua quente e nervosa. Hmmm. Obediente você, é assim que eu gosto.

Tô sendo assediado por ela? Que mulher mais loucamente gostosa! Uma deusa do amor por baixo da sisuda executiva, senhora libidinosa que não usa calcinha. Como é tesuda essa Vênus mandona, essa Elektra assassina, essa Sonja urbana. Ela se contorce toda como uma ninja em combate! Abrindo-se como uma tangerina partida ao meio para minha língua tocar o ponto em que sua polpa é ainda mais suculenta. Onde seu sumo é mais saboroso. Sinto toda sua acidez feminina na ponta da língua. Que mundo bizarro!? Fui enlaçado por Diana, subjugado pela Gata Negra! Gostosa fim de tarde… A tecnocrata mais tesuda da história! Então, e de repente, ela treme das pernas à cabeça e solta um longo suspiro, seu corpo relaxa e ela fica toda mole, senta na cadeira por um instante, me olha. Eu… não, eu não… meu sexo ferve. Ela levanta, apruma a saia, ajusta os óculos no rosto levemente ruborizado e arruma seus cabelos ruivos.

– Levante! Acabamos. Obedeço me ergo e fico olhando pra ela.

– Vai, acabamos.

– Mas… e minha situação? Como fica?

– Já resolvi isso antes de sair da minha mesa, está tudo Ok, pode ir. E sai da sala.

 

Primeiro post do blog

Notas sobre os contos aqui reunidos (ou seriam crônicas?)

Um certo professor de psicologia certa vez sintetizou sua teoria da sexualidade em um breve dito: Sexo é 90% imaginação, 10% troca de fluídos. As crônicas eróticas aqui reunidas tendem à quase ficção, ou seja, serpenteiam a linha tênue traçada por Ricoeur: “A ficção é quase histórica, assim como a história é quase ficção.” Confesso apenas que as personagens são versões de mulheres de carne e osso. No mais, deixo em suspenso se as situações e os encontros aconteceram ou não como narrados. Apenas um dos contos remete a uma situação totalmente fantasiada a dois. O texto nasceu da compilação de uma conversa virtual com uma amiga, anos atrás. Ela preferiu manter-se no anonimato e deixou a autoria ser assumida somente por mim.

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